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Outubro Rosa: 7 respostas para dúvidas de paciente sobre o rastreamento do câncer de mama

Publicado em 14/10/2016

Com a campanha de conscientização Outubro Rosa, é o momento dos profissionais de saúde refletirem sobre o rastreamento do segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, excluindo-se o câncer de pele




O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também pode acometer homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Para 2016, o INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva estima 57.960 novos casos.

“Campanhas como a do Outubro Rosa têm a função de conscientizar as pessoas sobre a importância de uma determinada doença, como é o caso do câncer de mama. Apesar de se dar um enfoque muito grande em quais exames as pessoas supostamente deveriam fazer, e isso gerar inclusive um apelo comercial, que é negativo no meu ponto de vista, talvez seja mais importante ressaltar que a verdadeira prevenção esteja envolvida em mudanças de hábito de vida. Atividade física regular e alimentação saudável ainda são as estratégias mais custo-efetivas para a prevenção real de diversos tipos de câncer, além de outras doenças”, diz o Dr. Lucas Zambon, diretor científico do IBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente.



Imagem: Bigstock/IBSP


“Mas as pessoas acabam tendo muitas dúvidas sobre a realização de exames (o que é popularmente chamado de check-up nessas situações). O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia que busca detectar este tipo de câncer em seus estágios precoces, quando há maior chance de cura. A mortalidade em pacientes com câncer de mama veio diminuindo nas últimas décadas graças a diversos avanços principalmente no tratamento, mas ainda se atribui parte da queda da mortalidade a estratégias de rastreamento, que no caso do câncer de mama é feito com a mamografia”, esclarece o Dr. Lucas.

A seguir, o Dr. Lucas responde as 7 principais dúvidas de pacientes sobre o rastreamento do câncer de mama. Este material serve como um guia para as respostas que todo profissional de saúde precisa dar aos seus pacientes.


Com que frequência deve ser feito o rastreamento?

Essa não é uma resposta simples, e a periodicidade deve ser individualizada. Em geral, o rastreamento é repetido em intervalos de dois anos para a maioria das mulheres, mas pode ser feito de forma mais frequente a depender do risco da paciente e daquilo que foi consenso na discussão com o médico de confiança.


Quem deve fazer o rastreamento?

Diferentes sociedades de especialidades médicas divergem sobre qual deveria ser a estratégia de rastreamento com mamografia. A decisão de fazer o rastreamento é, cada vez, mais algo que deve ser compartilhado entre a paciente e seu médico de confiança, pesando riscos e benefícios, e com base nas preferências individuais da paciente. Os riscos e benefícios são muito relacionados à idade da paciente. Em geral, pode-se começar a discussão sobre o rastreamento a partir dos 40 anos, ou mais cedo, quando há casos de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmãs).


Quando parar o rastreamento?

Não faz sentido identificar um possível câncer quando a expectativa de vida da paciente é menor do que dez anos, seja por conta de idade avançada, ou porque a paciente apresenta doenças crônicas que já estão avançadas e de difícil controle. É difícil haver benefício em detectar alterações nas mamas nessas situações.


O que é a mamografia?

Uma mamografia nada mais é que um exame de raio-X feito individualmente de cada mama, durando poucos segundos. O exame pode ser desconfortável, pois a mama fica pressionada entre dois painéis. Sendo assim, é bom evitar realizar o exame durante o período menstrual, quando as mamas estão mais sensíveis. Não é incomum que peçam a você que espere um pouco após o exame. Normalmente, ele está sendo checado e, por uma necessidade técnica, pode ser que o exame precise ser repetido. Isso não está relacionado com nenhum achado, mas sim com a qualidade da imagem obtida. O resultado normalmente pode levar até alguns dias para sair, devido à rotina de laudos que existem em hospitais e centros de diagnóstico.


E se o resultado vier alterado?

Se o resultado vier alterado, o que acontece é a necessidade de outros exames para completar a investigação. Cerca de 10% das mulheres que realizam mamografia terão alguma alteração no exame que exige acompanhamento, sendo na maior parte dos casos apenas necessário repetir o exame após algum tempo. Em 90% dos casos de mamografia alterada, não é achado um câncer de mama. Quando é vista alguma alteração no exame, é usado um sistema de classificação para determinar se existe potencial de doença maligna, que é chamado de BI-RADS. A pontuação nesse sistema vai de 0 a 6, sendo o nível 4 considerado suspeito (exige novos exames para tirar uma conclusão) e os níveis 5 e 6 aqueles mais relacionados ao câncer.


Fazer autoexame ajuda?

Atualmente, nenhuma diretriz de sociedades médicas recomenda que o autoexame seja feito como algo rotineiro, pois nunca se demonstrou haver um impacto positivo desta prática. É muito comum que a mulher encontre alterações que não tem relação com câncer de mama, gerando ansiedade e aumentando a realização de biópsias desnecessárias. Isso em medicina é chamado "falso-positivo", ou seja, encontrar uma alteração (como um nódulo ou cisto) que é benigna, e não oferece riscos à paciente. Por outro lado, há mulheres que desejam fazer o autoexame de forma rotineira, pois se sentem confortáveis com esta prática. É importante conversar com o médico de confiança a respeito da técnica correta para realizar o exame de forma apropriada. Lembrar que isso não afasta a possível necessidade de mamografias ou outros exames quando isso for apropriado.


A mamografia oferece riscos?

Há sempre radiação envolvida na realização da mamografia, mesmo que em baixa dose, e isso deve ser informado à paciente. Mas o ponto mais importante é a questão dos frequentes "falso-positivos", que são exames alterados, mas que não são câncer. Estes exames geram ansiedade, preocupação e impacto psicológico, e influenciam na decisão de novos exames, incluindo a necessidade de realização de outros procedimentos mais invasivos, como biópsias, ou ainda na realização de tratamento potencialmente desnecessários. Isto é chamado hoje em dia na área médica de "overdiagnosis", ou "excesso de diagnóstico" na tradução ao português. Overdiagnosis refere-se ao diagnóstico de condições que não se tornariam clinicamente significativas, e só são detectadas porque foi feito um exame de rastreamento.


Outubro Rosa: 7 respostas para dúvidas de paciente sobre o rastreamento do câncer de mama

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Fonte: www.segurancadopaciente.com.br

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