Sobrepeso, sedentarismo, consumo de álcool e de cigarro, maternidade depois dos 30 anos. O crescimento de casos de câncer de mama, o segundo mais comum no Brasil, perdendo apenas para o de pele, tem tudo a ver com o nosso estilo de vida. Claro que a herança genética também tem culpa no cartório. Sozinha, porém, ela representa a minoria dos casos, como explica Giselle Mello, gerente médica do Fleury Medicina e Saúde.
1. Somente em 10% dos casos o câncer de mama é hereditário. O câncer de mama é resultado de mutação genética, que pode ser herdada ou espontânea. Cerca de 90% das mulheres que desenvolvem esse tumor não têm parentes próximos com o mesmo problema. Por meio do diagnóstico precoce, as chances de cura chegam a 95% dos casos.
2. Basta estar alguns quilos acima do peso para entrar no grupo de risco. A cada aumento de cinco pontos no IMC, cresce em 33% o risco da doença. A explicação é que a gordura também metaboliza o estrogenio, hormonio intimamente ligado à doença.
3. Mamas densas inspiram mais cuidados. Seios mais firmes ganham na estética, mas ficam em desvantagem na hora do diagnóstico. A densidade do tecido mamário pode atrapalhar a identificação das imagens.
4. Silicone não provoca câncer, mas pode dificultar o diagnóstico. A recomendação é que, na mamografia, sejam feitas oito radiografias. Exames complementares, como o ultrassom e a ressonância magnética, também podem ser solicitados.
5. O exame clínico deve ser feito regularmente pelo médico. A mamografia deve ser anual a partir dos 40 anos. O autoexame não substitui o feito no consultório, serve apenas para o autoconhecimento.
6. Caroços nas axilas também são suspeitos. Não é apenas na mama que aparecem sinais clínicos, a região das axilas deve estar no radar. Quanto mais cedo é descoberto um tumor maligno, menos agressivo será o tratamento.
7. Menstruação precoce e maternidade tardia são fatores de risco. Quem menstrua antes dos 12 anos ou é mãe depois dos 30 anos tem maior probabilidade de desenvolver a doença, devido à maior exposição ao estrogenio.
8. Cuidado na balada: álcool, aqui, é 100% vilão. Apenas um drinque por dia aumenta o risco entre 15 e 20%. Beber é ainda pior até os 20 e poucos anos, quando o tecido mamário em desenvolvimento é mais suscetível aos efeitos nocivos.
9. Mantenha o estresse sob controle. Nosso organismo tem o poder de detectar e combater as células anormais. O soldado em questão é a proteína P53. Mas o excesso de estresse e a falta de sono prejudicam a ação dela.
10. Aposte nas vitaminas in natura. As vitaminas antioxidantes (A, C e E), o ácido fólico e o selênio estão entre os micronutrientes mais investigados na atuação preventiva. Algumas boas fontes: frutas vermelhas e cítricas, espinafre, lentilhas e feijões, castanha do Pará, salmão.
11. O câncer de mama é bem mais comum a partir dos 50, mas os estragos começam muito antes. Os maus hábitos afetam a saúde a partir do momento que são iniciados. O organismo acumula essas agressões e um dia cobra a conta.