Revisão de estudos calcula o impacto da malhação debaixo d'água entre pessoas com joelhos ou quadris desgastados.
São três as principais consequências desse problema, também chamado de osteoartrite: dor, limitação de movimentos e piora na qualidade de vida. Essa tríade de sintomas foi analisada em um levantamento do Instituto Cochrane voltado para o efeito terapêutico das atividades físicas aquáticas.
Após angariar dados de 13 pesquisas, que reuniram 1.190 voluntários, os especialistas observaram melhoras singelas nos sujeitos que entraram na água em comparação com os sedentários. "Não dá pra dizer que esse exercício é mais eficaz do que as modalidades terrestres", pondera o ortopedista Ricardo Nahas, coordenador do Centro de Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. "Mas ele de fato pode ser mais seguro, porque a água diminui o peso do corpo, sobrecarregando menos as articulações", arremata.
Benefício na piscina
O tamanho do alívio proporcionado por hidroginástica e companhia.
Dor: melhora de 5%. O grupo que treinou na água deu, de 0 a 100, a nota 41 para a intensidade da dor de sua artrose. Nos outros, a média foi de 46.
Restrição na mobilidade: melhora de 13%. Quem não caiu na piscina reportou uma maior dificuldade para andar, agachar, subir escadas.
Qualidade de vida: melhora de 13%. Foi o resultado mais expressivo. Os exercícios aquáticos deixaram seus praticantes felizes e dispostos.