Anticoagulante Lixiana evita formação de coágulos que bloqueiam a passagem do sangue para o cérebro.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou novo medicamento que evita a coagulação do sangue e, com isso, previne condições como o AVC (Acidente Vascular Cerebral).
A droga, chamada de Lixiana (edoxabana), também previne trombose venosa e embolia pulmonar. Essas condições têm em comum o fato de que podem ser causadas por pequenos coágulos que bloqueiam a passagem do sangue.
A edoxabana pertence à classe de novos anticoagulantes que começaram a ser pesquisados a partir dos anos 2000. Esses medicamentos se ligam a um composto que coagula o sangue (fator Xa), impedindo sua ação. São as chamadas terapias de ação direta.
Dentre os efeitos colaterais, os indivíduos podem apresentar anemia pela baixa de glóbulos vermelhos, tonturas e dores de cabeça. Em alguns casos, podem ocorrer hemorragias, como sangramentos nasais.
Diferença com terapias antigas
Terapias da geração anterior, como a comum varfarina (usada há mais de 50 anos), têm ação indireta porque atuam sobre a vitamina K usada por esses compostos, em vez de agirem diretamente no fator (como a Lixiana). Com essa ação sobre a vitamina, essas terapias interagem com a alimentação, diminuindo sua eficácia, característica que não ocorre com as drogas atuais.
A nova droga é produzida pela empresa de origem japonesa Daiichi Sankyo. Foi aprovada em 2011 no Japão e em 2015 nos Estados Unidos.