Parceria entre Ministério da Saúde e da Educação vai possibilitar vacinação contra HPV e meningite C nas escolas. 52% dos municípios brasileiros estão com cobertura vacinal de HPV muito baixa.
Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação vai incentivar a vacinação contra HPV e meningite C de adolescentes nas escolas em todo o país. A iniciativa busca aumentar a adesão às vacinas. Segundo o Ministério da Saúde, 52% dos municípios brasileiros estão com cobertura vacinal de HPV muito baixa.
Cada estado deve avaliar suas condições de implementar a vacinação no ambiente escolar, por isso não haverá um calendário nacional único de vacinação nas escolas. Os dois ministérios garantiram que passarão a articular constantemente com municípios e estados para estimular a adesão dos estabelecimentos de ensino.
Para se aproximar do mundo dos adolescentes, a campanha incluiu o lançamento de um game chamado Detona Vírus, que poderá ser baixado gratuitamente. Ainda como parte da campanha, o Ministério da Saúde vai fornecer materiais sobre HPV e meningite C às escolas: professores, alunos e familiares receberão cartas para conscientizar sobre a importância da vacinação.
HPV
A vacina de HPV está disponível no SUS para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 12 a 13 anos. O esquema vacinal é de 2 doses com intervalo de 6 meses. Este é o primeiro ano em que meninos passam a fazer parte do público-alvo da vacina. A inclusão dos meninos contribui para a diminuição do câncer de colo do útero e vulva das mulheres, já que isso possibilita a diminuição da circulação do vírus na população.
Além disso, os próprios meninos serão beneficiados, já que a vacina protege contra câncer de pêlnis, garganta, anus e verrugas genitais. A vacina distribuída no SUS é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV: o 6, o 11, o 16 e o 18.
Meningite C
Já a vacina contra meningite C era oferecida, até o ano passado, em duas doses aos 3 e 5 meses de idade, com um reforço aplicado até 2 anos de idade. A partir deste ano, o Ministério da Saúde incluiu um reforço da vacina para adolescentes de 12 a 13 anos. A inclusão dos adolescentes ocorreu porque pode haver uma diminuição da proteção contra a doença com o passar dos anos.