Pesquisas apontam que cânceres que acometem os órgãos sexuais são responsáveis por 19% dos diagnósticos de câncer em todo o mundo anualmente.
A incidência aumentada pode ser explicada, por exemplo, pela descoberta tardia, já que a doença tem sintomas facilmente confundidos com condições mais simples. O câncer ginecológico pode afetar colo de útero, ovário, vagina, vulva e endométrio.
Câncer de colo de útero
O terceiro tumor mais comum entre as mulheres já é a quarta causa de morte por câncer no Brasil. Em 99% dos casos, a doença está relacionada ao vírus HPV, sexualmente transmissível em relações desprotegidas. Além da vacina contra o vírus, o uso de camisinha em todos os contatos íntimos é essencial para evitar a doença. Corrimento com cheiro desagradável e coloração diferente, sangramento vaginal fora do período da menstruação, dores pélvicas e durante as relações sexuais são os sintomas mais frequentes.
Câncer de ovário
Menos frequente e mais difícil de ser diagnosticado, a doença não apresenta sintomas específicos em sua fase inicial. Em 75% dos casos, a maioria dos tumores malignos do ovário só se manifesta em estágio avançado. O crescimento do tumor pode provocar sintomas como aumento do volume abdominal, constipação intestinal ou diarreia, dores difusas, além de massa abdominal palpável. Exames ginecológicos de rotina e ultrassonografia podem ajudar no diagnóstico.
Câncer de endométrio
O principal sintoma da doença é o sangramento uterino anormal, especialmente após a menopausa. Se for observada alteração do endométrio, uma biópsia deve ser realizada para um diagnóstico certeiro. O tipo de câncer não é raro entre as mulheres e médicos recomendam investigar todo e qualquer tipo de sangramento depois da menopausa.
Câncer de vagina
Bastante raro, representa apenas 1% dos tumores ginecológicos. Corrimento com mau cheiro, sangramento fora do período menstrual, dores nas relações sexuais, sangramento após contato íntimo e incomodo e ardência ao urinar, sintomas também comuns em condições mais simples, podem indicar o problema.
Câncer de vulva
A doença que afeta o órgão genital externo da mulher é mais comum entre mulheres após a menopausa, mas também pode afetar as mais jovens. Manchas ou feridas que não cicatrizam, não desaparecem e vão aumentando com o tempo na região íntima devem ser investigadas por um médico, pois podem ser sinais da doença. O tratamento normalmente é cirúrgico e consiste na remoção do tumor.