Patrícia Pillar, Elba Ramalho, Arlete Salles, Joana Fomm, Sheryl Crow, Shannen Doherty, Brigitte Bardot, Jane Fonda, Costanza Pascolato e Joyce Pascowitch são alguns exemplos de profissionais que se destacam nas carreiras de atriz, cantora, apresentadora, jornalista ou ícone da moda. Entretanto, mais do que a fama, estas mulheres têm uma luta em comum: todas elas foram diagnosticadas com câncer de mama e venceram a batalha contra a doença.
Para muitas delas, o grande fator que contribuiu para o bom desempenho do tratamento foi o diagnóstico precoce da doença, que pode ser feito através de mamografia. O autoexame também é importante, mas não substitui a mamografia. Foi justamente para realçar a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama que um projeto de lei da senadora Maria do Rosário (PT-RS), instituído há dois anos, estabeleceu o dia 5 de fevereiro como o Dia Nacional da Mamografia.
Muitos podem ser os fatores que fazem com que as mulheres tentem evitar o exame: desde o receio de sentir dor na hora da mamografia até o medo de receber um diagnóstico positivo em relação à doença. Esses motivos as levam a retardar ou ignorar o exame, que é fundamental para o rastreamento do câncer de mama.
Para os especialistas, a questão da dor na hora de fazer a mamografia é relativa. "Existem mulheres que não sentem nada, nem dor nem desconforto. Já outras sentem apenas uma rápida pressão nas mamas, e ainda há aquelas mais sensíveis que podem sentir um pouco de dor", explica a ginecologista da Alira Clínica, Lilian Fiorelli.
Ressaltar a prevenção é importante uma vez que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma. Eles correspondem a cerca de 25% dos casos novos de câncer diagnosticados a cada ano. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, em 2013, mais de 14 mil mulheres morreram por conta da doença no País. Para este ano, a estimativa é de 57.960 novos casos.
A especialista explica que a doença é mais rara antes dos 35 anos. "Acima desta idade, sua incidência cresce de maneira progressiva, especialmente após os 50 anos", diz. Segundo informações da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE, quase 40% das mulheres entre 50 e 69 anos não fizeram mamografia em 2011 e 2012.
A indicação é que mulheres a partir dos 40 anos comecem a fazer a mamografia todos os anos. "Mas as que têm histórico de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau, devem realizar o exame antes dessa idade, pois o risco pode ser maior", explica Lilian.
Para a realização do exame, existem dois tipos de aparelhos de mamografia: o convencional e o digital. Ambos utilizam o raio-X para a produção da imagem da mama. A diferença está na forma como ocorre a captação da imagem mamográfica. Na versão digital, usa-se um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite a informação para um computador, permitindo ajustar as imagens.
Lilian alerta também que o câncer de mama não é exclusividade das mulheres. "Embora representem apenas 1% do total de casos da doença, os homens também podem desenvolver o câncer."