Muitos casais enfrentam dificuldade para engravidar e, diante dessa realidade, buscam respostas que expliquem o que está acontecendo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela infertilidade, e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia estima que a condição atinja entre 15% e 20% dos casais.
Diante desse cenário, a investigação médica torna-se essencial, e é justamente aí que a Histerossalpingografia se destaca. Esse exame de imagem avalia o útero e as tubas uterinas, revelando informações decisivas para o diagnóstico da infertilidade feminina.
Neste artigo, você entende como a Histerossalpingografia funciona, por que ela é indicada e o que a ciência mostra sobre sua eficácia.
O que é a Histerossalpingografia
A Histerossalpingografia é um exame radiológico que investiga a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas uterinas por meio da injeção de contraste iodado através do colo do útero.
Assim, o médico consegue visualizar, em tempo real, se existe alguma obstrução tubária, aderência ou alteração anatômica que possa dificultar a gravidez.
Como a fertilidade depende diretamente da capacidade de o óvulo percorrer as tubas até o útero, a Histerossalpingografia costuma ser um dos primeiros exames solicitados na investigação de infertilidade.
Além disso, ela permite identificar malformações uterinas congênitas, pólipos, miomas submucosos e sinéquias, que também podem comprometer a implantação do embrião.
Por que a Histerossalpingografia é indicada na investigação da infertilidade
Quando um casal tenta engravidar por um ano sem sucesso, ou seis meses no caso de mulheres acima de 35 anos, a investigação ginecológica geralmente inclui a Histerossalpingografia.
Isso porque fatores tubários respondem por uma parcela relevante dos casos de infertilidade feminina. Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista Medical Sciences apontou que a disfunção tubária pode estar presente em até 35% dos casos de infertilidade, o que reforça a importância de investigar essa causa logo no início do tratamento.
Dessa forma, identificar precocemente uma obstrução tubária evita tratamentos prolongados e direciona o casal para a conduta mais adequada, seja ela clínica, cirúrgica ou reprodução assistida.
Como a Histerossalpingografia é realizada
O exame é realizado no início do ciclo menstrual, geralmente entre o sétimo e o décimo dia, período em que o risco de uma gravidez inicial é menor e o endométrio está mais fino, o que facilita a visualização.
Durante o procedimento, um cateter é posicionado no colo uterino e o contraste iodado é injetado lentamente, enquanto imagens radiológicas são captadas sob fluoroscopia. Consequentemente, o médico observa o preenchimento da cavidade uterina e o trajeto do contraste pelas tubas, verificando se há extravasamento livre na cavidade pélvica, sinal de que as tubas estão pérvias.
Antes da Histerossalpingografia, é comum que o médico solicite antibioticoprofilaxia, principalmente em pacientes com histórico de infecção pélvica, reduzindo o risco de complicações.
O que os estudos científicos mostram sobre a Histerossalpingografia
Diversas pesquisas recentes reforçam o valor diagnóstico da Histerossalpingografia.
Um estudo conduzido com 1.276 pacientes e publicado na Frontiers in Medicine em 2021 comparou os resultados da Histerossalpingografia com a laparoscopia, considerada o padrão ouro na avaliação da infertilidade tubária. Os pesquisadores encontraram valor preditivo negativo de 92% a 95% para detecção de permeabilidade ou obstrução tubária, além de valor preditivo positivo de 87,2% para ambas as tubas, o que demonstra boa concordância diagnóstica entre os métodos.
Por outro lado, uma revisão publicada no British Journal of Radiology destacou que a Histerossalpingografia continua sendo referência para avaliação do lúmen tubário, sobretudo por sua praticidade, acessibilidade e baixo risco de complicações quando comparada a métodos mais invasivos.
Assim, mesmo diante do surgimento de técnicas ultrassonográficas alternativas, a Histerossalpingografia mantém papel central na propedêutica da infertilidade, principalmente pela combinação entre custo acessível e boa acurácia diagnóstica.
Segurança, preparo e o que esperar da Histerossalpingografia
Embora gere apreensão em muitas pacientes, a Histerossalpingografia é um procedimento seguro, rápido e realizado em regime ambulatorial, sem necessidade de internação.
Antes do exame, recomenda-se jejum leve e o uso de analgésico cerca de trinta minutos antes, já que pode haver desconforto do tipo cólica durante a passagem do contraste.
Durante o exame, a equipe médica orienta a paciente em cada etapa, o que contribui para reduzir a ansiedade e tornar a experiência mais tranquila.
Após a Histerossalpingografia, é normal sentir um pequeno desconforto pélvico e observar sangramento leve nas horas seguintes, sintomas que tendem a desaparecer rapidamente.
Vale destacar que, em alguns casos, o próprio contraste utilizado no exame pode ter efeito terapêutico, favorecendo a desobstrução de pequenas aderências tubárias e, com isso, aumentando temporariamente as chances de gravidez espontânea nos meses seguintes ao procedimento.
Um exame que orienta decisões e traz esperança
A Histerossalpingografia representa muito mais do que um exame de imagem: ela é uma ferramenta que orienta decisões médicas e ajuda casais a entenderem o que está por trás da dificuldade em engravidar.
Diante de um diagnóstico preciso, o médico consegue indicar o tratamento mais adequado, seja o acompanhamento da ovulação, a correção cirúrgica de uma alteração uterina ou o encaminhamento para técnicas de reprodução assistida.
Além disso, por ser um exame amplamente validado pela literatura científica, a Histerossalpingografia oferece segurança tanto para o médico quanto para a paciente, reduzindo incertezas em um momento já naturalmente delicado.
Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há mais de um ano sem sucesso, não adie essa investigação. Procure a unidade Bio Scan mais próxima e agende sua Histerossalpingografia com uma equipe especializada, estrutura tecnológica avançada e o acolhimento que você merece.
Considerações finais
A Histerossalpingografia representa muito mais do que um exame de imagem: ela é uma ferramenta que orienta decisões médicas e ajuda casais a entenderem o que está por trás da dificuldade em engravidar.
Diante de um diagnóstico preciso, o médico consegue indicar o tratamento mais adequado, seja o acompanhamento da ovulação, a correção cirúrgica de uma alteração uterina ou o encaminhamento para técnicas de reprodução assistida.
Além disso, por ser um exame amplamente validado pela literatura científica, a Histerossalpingografia oferece segurança tanto para o médico quanto para a paciente, reduzindo incertezas em um momento já naturalmente delicado.
Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há mais de um ano sem sucesso, não adie essa investigação. Procure a unidade Bio Scan mais próxima e agende sua Histerossalpingografia com uma equipe especializada, estrutura tecnológica avançada e o acolhimento que você merece.
Perguntas frequentes sobre a Histerossalpingografia
A Histerossalpingografia dói?
O exame pode causar desconforto do tipo cólica durante a injeção do contraste, mas a intensidade varia entre as pacientes. O uso de analgésico antes do procedimento costuma amenizar bastante essa sensação.
Quando devo fazer a Histerossalpingografia no ciclo menstrual?
O ideal é realizar entre o sétimo e o décimo dia do ciclo, após o fim da menstruação e antes da ovulação, evitando assim qualquer interferência em uma possível gravidez inicial.
A Histerossalpingografia pode ajudar a engravidar?
Em alguns casos, sim. O contraste utilizado pode desobstruir pequenas aderências tubárias, o que eventualmente favorece a gravidez espontânea nos ciclos seguintes ao exame.
Quais são os riscos da Histerossalpingografia?
Os riscos são baixos e incluem principalmente desconforto pélvico leve, sangramento discreto e, raramente, reação ao contraste ou infecção, motivo pelo qual a antibioticoprofilaxia pode ser indicada.
Todo mundo que tem dificuldade para engravidar precisa fazer Histerossalpingografia?
Não necessariamente. A indicação depende da avaliação médica individual, mas o exame costuma ser recomendado logo nas primeiras etapas da investigação de infertilidade, especialmente quando há suspeita de fator tubário.