O Brasil declarou guerra ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, febre amarela, chikungunya e zika.
Em diversas cidades do país já é possível ver homens fardados tentando exterminar o inimigo. Em outra frente de batalha, pesquisadores testam formas de erradicar o inseto ou impedir a transmissão das doenças.
Entre as ideias, há mosquitos transgênicos, larvicidas que são carregados pelos próprios insetos e Aedes com bactérias que os tornam incapazes de transmitir a dengue ou o zika vírus.
1. Aedes transgênico
Mosquitos machos, que não transmitem doenças, são geneticamente modificados pela Oxitec para que seu corpo produza em excesso uma proteína que causa a sua morte. Eles são liberados no ambiente e reproduzem com fêmeas selvagens. A prole terá os genes do pai e morrerá antes da vida adulta. A tática já foi testada em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, e em Piracicaba (SP), com sucesso.
2. Aedes transgênico infértil
O Laboratório de Mosquito Geneticamente Modificado trabalha em uma variação da linhagem da Oxitec. O macho é estéril e sequer produz filhotes. A pesquisa, sob supervisão da pesquisadora da USP Margareth Capurro, está em fase intermediária.
3. Aedes infértil sem transgenia
Em pesquisa da Agência Internacional de Energia Atomica, com sede em Viena, na Áustria, os mosquitos tornam-se inférteis após a aplicação de radiação em suas gonadas.
4. DST de mosquito
A bactéria Wolbachia é implantada em mosquitos machos e ovos de Aedes em estudo do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Na reprodução com a fêmea, o inseto transmite a bactéria, que reduz a transmissão de vírus.
5. Mosquito-agente
Nesta pesquisa da Fiocruz de Manaus, armadilhas com uma pasta de larvicida são colocadas próximas a criadouros de mosquitos. Ao entrarem em contato com a pasta, os insetos tornam-se agentes contra a dengue e levam o larvicida no corpo para outros recipientes. O resultado em bairro de Manaus foi positivo: os insetos foram capazes de levar o inseticida a locais de até 400 m de distância.
Ecossistema pode ser atingido?
Os pesquisadores negam impactos no ecossistema. "O mosquito também não é alimento único de uma espécie de pássaro e é urbano, o ecossistema não seria afetado", diz Margareth Capurro.