Ele costuma aparecer na pele da face, do pescoço ou do couro cabeludo de bebês que acabaram de nascer. Apesar de benignas, essas manchas avermelhadas podem se tornar perigosas se não forem tratadas.
Poucas semanas após o nascimento do bebê, uma manchinha vermelha aparece em sua pele, geralmente na região do pescoço ou da cabeça. Ao longo do primeiro ano de vida, ela vai aumentando de tamanho. Depois, conforme a criança cresce, a tendência é que ela diminua até que desapareça. Estamos falando do hemangioma, o tumor benigno mais frequente na infância.
As causas do hemangioma ainda estão sendo investigadas pela ciência. Embora ele possa ter um componente genético, em geral, o problema se origina de um mau funcionamento de células que participam da formação vascular do bebê nas primeiras semanas de gestação. "Ocorre uma divisão inesperada, em que uma célula que foi do período embrionário pode se dividir fora de hora", explica a cirurgiã pediátrica Heloisa Galvão do Amaral Campos, diretora do Departamento de Cirurgia Reparadora do A.C. Camargo Cancer Center.
Segundo o instituto de pesquisa médica Mayo Clinic, metade dos hemangiomas desaparece até os 5 anos de idade e quase todos até os 10.
É comum?
De acordo com estudos que alguns grupos publicam no mundo, a incidência do hemangioma varia de 3 a 10 crianças em cada 100. Observa-se que esse tipo de lesão atinge com mais frequência as meninas e os bebês prematuros.
Riscos para a saúde
Por ser benigno, o hemangioma não apresenta risco de se tornar um câncer, mas isso não significa que seja inofensivo. Dependendo do local onde se encontra, ele pode causar sangramentos e até atrapalhar o desenvolvimento de certas funções. "Há casos em que a lesão cresce perto dos olhos, prejudicando a visão, outros em que o tumor está no nariz e afeta a respiração", exemplifica o médico José Luiz Orlando, membro da SBAVC.
O tratamento
Até meados do século passado, a ciência ainda não havia descoberto métodos terapêuticos para o hemangioma. Hoje, com várias opções de tratamento disponíveis, sabe-se que o melhor é tratar o quanto antes, de preferência ainda no primeiro mês de vida, para evitar que a criança sofra os efeitos dessa anomalia.
No caso de lesões em estágio inicial, pode ser que o médico prescreva uma medicação tópica. Para os quadros que já se encontram em estágios mais avançados, são indicados medicamentos à base de corticoides ou de propranolol. Outros métodos possíveis são o laser e até a cirurgia.
Se houver suspeita de que o seu pequeno tem um hemangioma, converse com o pediatra para que ele oriente qual especialista você deve procurar.