Conheça bem as particularidades de cada um e entenda como elas interferem na vida do paciente.
Os medicamentos genéricos, em breve, completarão duas décadas de lançamento no Brasil. No mundo, esse tipo de remédio já conta 50 anos de existência. Desde então, estima-se que pacientes de todo o planeta já tenham economizado bilhões, tornando os genéricos parte do tratamento de cerca de 60% das prescrições médicas, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Ainda assim, dúvidas persistem. Mesmo com centenas de fórmulas disponíveis no mercado para controlar variadas doenças, muita gente fica pensativa na hora de comprar medicamentos: optar pelo remédio de referência (ou de marca) ou por similares e genéricos? Conhecer as diferenças ajuda a resolver.
Medicamento de referência
O remédio de marca ou de referência é aquele que foi o primeiro a obter registro de um determinado princípio ativo. Isso só acontece após a realização de pesquisas e testes que validem os efeitos, demonstrando a eficácia e também a segurança de utilização. A partir daí, a fórmula é protegida por uma patente e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Geralmente, são medicamentos com novos princípios ativos ou que são novidades no tratamento de doenças. A Anvisa libera três tipos de registro para esses remédios: homeopáticos, fitoterápicos e alopáticos.
Medicamentos genéricos
A patente, em geral, tem um prazo para existir. Quando ela expira, a legislação brasileira permite (desde 1999) que outros laboratórios passem a fabricar o medicamento, que então é comercializado pelo nome de seu princípio ativo.
Para lançar um medicamento genérico, um laboratório deve provar à Anvisa que o produto é uma cópia do medicamento original e que atende às normas de saúde. O remédio genérico deve ter o mesmo princípio, na mesma fórmula do medicamento de referência.
Na embalagem do remédio genérico há uma tarja amarela com a letra G, como manda a lei, além da inscrição "Medicamento Genérico". Os genéricos podem substituir os medicamentos de referência e têm, normalmente, um preço mais acessível, mas ainda precisam ser prescritos por um médico.
Medicamentos similares
As farmácias e drogarias podem ainda vender os remédios chamados similares. Como o genérico, esse tipo tem o mesmo princípio ativo, fórmula e indicação do medicamento de referência, mas é vendido com outro nome comercial.
A diferença entre os similares e os de referência está relacionada a prazo de validade, tipo de embalagem, rotulagem, quantidade do produto e a outro fator importante: de acordo com a legislação, os medicamentos similares não precisam ter a comprovação de bioequivalência com a droga original, apesar de todos passarem pelos testes de segurança e liberações da Anvisa.
Proteção ao paciente
Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Anvisa informa que desenvolve ações constantes que incluem a certificação da qualidade dos produtores, análise dos registros e modificações de pós-registro, ações de farmacovigilância e monitoramento.
Em 2016, 70% das amostras dessa monitoria da qualidade de medicamentos aconteceram sobre o ramo dos genéricos. Nenhuma amostra foi considerada insatisfatória, o que atesta que esses produtos realmente funcionam como os de marca.