Com o objetivo de aumentar a imunização para seis vacinas que já estavam presentes no calendário, a carteira de vacinação da rede pública sofreu alterações em 2017.
As mudanças abrangem a imunização para tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A. Com isso, além de aumentar a proteção às crianças e adolescentes, o novo calendário tenta também manter erradicadas algumas doenças entre os adultos, como sarampo e rubéola, e evitar novos casos de caxumba e coqueluche.
"Essas mudanças no calendário de vacinação são recorrentes e assim devem permanecer, pois o ideal é que a imunização acompanhe as necessidades da população e seja ágil no sentido de prevenir doenças e manter sob controle aquelas que já foram erradicadas", explica Maria Zilda de Aquino, infectologista pediátrica e responsável técnica pelo Centro de Imunizações do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Atualmente, são oferecidas no sistema público 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que combatem cerca de 20 doenças.
O que muda
DTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche acelular): era aplicada entre a 27ª e 36ª semana de gestação. Agora passa a ser dada a partir da 20ª semana de gestação. No caso de a mulher não ter tomado a vacina na gravidez, deve receber a dose até 40 dias após o parto.
Hepatite: a vacina era dada apenas até os 2 anos. Agora será oferecida para crianças até 5 anos.
HPV: a vacina, que começou a ser disponibilizada em 2014, era ofertada apenas para meninas de 9 a 13 anos. Agora os meninos de 12 e 13 também serão imunizados e foi ampliada para meninas de até 14 anos. Em 2017, a vacina também passa a ser oferecida a homens de 9 a 26 anos com HIV e Aids e para imunodeprimidos.
Meningocócica C: a criança era vacinada até no máximo 2 anos. Agora adolescentes de 12 e 13 anos passam a ter reforço da vacina. A faixa etária será ampliada, de forma gradativa, até 2020.
Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): a vacina era realizada em crianças de 15 meses e menores de 2 anos. Agora será ampliado o período de vacinação, que passa a ser realizado entre 15 meses até 4 anos.
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): a segunda dose era oferecida apenas para pessoas com até 19 anos. Agora será iniciada a segunda dose da vacina para pessoas de 20 a 29 anos. A mudança ocorreu principalmente por conta dos surtos de caxumba e coqueluche que ocorreram no país nos últimos anos.