Para muitas culturas, criança gordinha é sinal de saudável. Pais obesos têm menor percepção sobre o problema nos filhos.
Comemorado no dia 11 de outubro, o Dia Mundial da Obesidade deste ano tem como tema Identifique para combater. Os pais dificilmente identificam a obesidade na criança, por isso não previnem o problema quando ela começa a engordar, fase em que é muito mais fácil de corrigir o problema.
Na Espanha e no Reino Unido, uma pesquisa mostrou que de 30% a 45% dos entrevistados não conseguiam identificar o excesso de peso nos filhos, a não ser que a criança fosse muito obesa.
Entre os principais fatores que levam a esse não reconhecimento, segundo a pesquisa, estão o contexto cultural (criança gordinha é sinal de criança saudável) e pais obesos (quanto mais obesos os pais, menos eles identificavam o problema nos filhos).
Um artigo de setembro deste ano da publicação New England sobre obesidade infantil constatou os riscos cardiovasculares que a obesidade traz. Segundo o estudo, uma criança com obesidade severa tem os mesmos riscos cardíacos que um jovem adulto.
Cálculo da obesidade
Para os adultos é mais fácil calcular quem está no peso ideal através do IMC. Nas crianças, é diferente, porque o cálculo é feito através de uma curva que avalia idade, sexo, peso e altura. A ABESO lançou a primeira calculadora de IMC para crianças de 5 a 19 anos.
10 principais erros na alimentação infantil
1. Dizer sempre sim, a criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. 2. Lanches fora de hora, o ideal são seis refeições diárias. 3. Oferecer comida como recompensa, passa a ideia de que tomar sopa não é bom. 4. Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado. 5. Brincadeiras na mesa, hora de comer é hora de seriedade. 6. Ceder ao primeiro "não gosto disso". 7. Substituir refeições. 8. Tornar a ida a uma lanchonete um programão. 9. Servir sempre a mesma comida. 10. Dar o exemplo, não adianta mandar tomar sucos e somente beber refrigerantes.
Atividade física
O sedentarismo é a principal causa de obesidade na infância. A criança precisa gastar de 2.500 a 3.000 calorias por semana, pelo menos. O estilo de vida que a criança leva tem muito a ver com o dos pais. Os filhos de mães ativas têm 60% mais chances de serem ativos. Já filhos de pai e mãe ativos têm até 80% de serem ativos. De acordo com a endocrinologista Cintia Cercato, atividade física é a melhor maneira de prevenir a obesidade na infância.