Os cistos geralmente são benignos, não precisam ser retirados e não atrapalham o desejo de engravidar. Os nódulos também podem ser apenas acompanhados, já os pólipos atrapalham a gravidez.
O Bem Estar fala de um problema que faz o ovário da mulher aumentar até três vezes. Um ovário normal tem algo em torno de 9 cm, mas quando a mulher tem a síndrome do ovário policístico, ele pode ficar com até 27 cm. Dr. José Bento, ginecologista e consultor do Bem Estar, e a ginecologista Ana Lúcia Beltrame falam sobre as formas de identificar e tratar o problema.
Cistos
Cistos são estruturas de conteúdo líquido e geralmente benignos. Aparecem comumente nas mamas e no ovário. Há 3 tipos de cistos no ovário: o folículo, decorrente da ovulação; o endometrioma, cistos de sangue que se formam nos ovários em decorrência da endometriose; e cisto benigno e maligno, que não tem sintomas. É possível detectar o cisto durante o exame de toque e ultrassom transvaginal. O cisto benigno não precisa ser retirado, já o maligno, sim.
Síndrome dos ovários policísticos
É um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação. É causado pelo desequilíbrio hormonal e, muitas vezes, está associado ao aumento de insulina, levando à formação de cistos. Os sintomas são controlados com o uso de anticoncepcionais hormonais. Mulheres que planejam engravidar devem usar anticoncepcionais hormonais para regularizar a menstruação e, depois, indutores de ovulação.
Nódulos
Os nódulos benignos mais frequentes das mamas são chamados de fibroadenomas. Existem mulheres que têm mais tendência a desenvolver. Nódulos benignos devem ser acompanhados. Já os nódulos malignos precisam ser retirados.
Pólipos
Pólipos são estruturas que crescem na camada interna do útero. Acometem 20% das mulheres. Em geral, não causam sintomas, mas quando aparecem, a mulher tem aumento do fluxo menstrual, escapes e cólicas. Não existe tratamento com remédios para pólipos uterinos. Sua retirada vai depender do número, tamanho, localização e idade da paciente. Mulheres que pretendem engravidar e menopausadas devem ser submetidas à cirurgia.
O pólipo atrapalha a implantação do embrião no endométrio. Alguns pólipos também podem alterar a vascularização do endométrio, outro aspecto que impede que ele grude na parede do útero. Os sintomas são menstruação aumentada, cólica e escapes. O tratamento é sempre cirúrgico e via histeroscopia.