Pesquisas revelam como o exercício feito pelas gestantes aprimora o desenvolvimento cerebral do bebê. E como as atividades físicas na juventude garantem uma memória potente na meia-idade.
Exercitar-se regularmente é uma recomendação recorrente para manter a saúde. Agora, duas importantes pesquisas demonstram que quanto mais cedo isso começar a ser feito, mais benefícios serão proporcionados ao cérebro de adultos e crianças. O primeiro trabalho, da Universidade de Minnesota (EUA), revelou que jovens que praticam exercício aeróbico enquanto atravessam a faixa dos 18 aos 30 anos de idade têm desempenho cognitivo bem superior quando chegam à meia-idade, por volta dos 45, 50 anos. Executada na Universidade de Montreal, no Canadá, a segunda experiência apontou que crianças nascidas de gestantes que se exercitaram na gestação apresentam cérebro mais maduro do que os de bebês gerados por mulheres sedentárias.
O experimento americano acompanhou a evolução cognitiva de 2,7 mil pessoas ao longo de 25 anos. A idade média dos participantes no início do estudo era de 25 anos. Os cientistas concluíram que quanto mais longo o tempo diário dedicado ao exercício na juventude, melhor a performance de memória, raciocínio e coordenação motora na meia-idade. "A atividade aeróbica contribui para a saúde vascular. Os neurônios ficam mais bem irrigados e abastecidos de nutrientes", disse à ISTOÉ David Jacobs, coordenador do trabalho.
No trabalho feito com as mães e seus bebês, aquelas que se exercitaram na gravidez deram à luz crianças com cérebro mais bem desenvolvido. E foram apenas 20 minutos de atividade aeróbica por dia, três vezes por semana. Quando os filhos tinham de 8 a 12 dias, foram submetidos a um exame que detectou seu grau de maturidade cerebral. "O cérebro dos bebês de mães que se exercitaram se desenvolveu mais rapidamente", explicou Élise Labonté-LeMoyne, autora da pesquisa. Bem estimulados, eles certamente manifestarão maiores habilidades motoras, emocionais e cognitivas ao longo da vida.