Não vale mais deixar de suar a camisa em razão de algumas condições desfavoráveis do organismo.
Hoje o consenso entre pesquisadores é que, com os devidos cuidados e sob orientação especializada, exercícios físicos podem ser realizados com segurança mesmo por portadores de doenças cronicas.
1. Osteoporose
É verdade que o risco de uma queda render fraturas cresce em gente com ossatura frágil. Mas é possível lançar mão da musculação para derrubar essa barreira: afinal, músculos bem trabalhados servem como amortecedores de impacto e trazem equilíbrio. Como se não bastasse, as atividades de resistência solidificam o esqueleto. Caminhada também traz benefícios para quem sofre com a fragilidade óssea. Hoje se sabe que o impacto das passadas regulares estimula a produção de massa óssea, com a virtude de causar menos fraturas por estresse do que a corrida.
2. Artrose
A osteoartrite, também conhecida como artrose, nada mais é do que um desgaste das juntas. As dores e a rigidez muscular que provoca costumam tirar a disposição para se mexer. Mas incluir a musculação na rotina é ótima estratégia para conter a chateação. Ela é um dos métodos mais eficazes para proteger as articulações, porque favorece a produção do líquido sinovial, que mantém as cartilagens nutridas e íntegras.
3. Hipertensão
Quem sofre de pressão alta pode mesmo malhar? O esforço não agravaria essa condição? Não, desde que ela esteja controlada e sejam feitos ajustes nos treinos. Na hora da musculação, em vez de trabalhar os dois braços ao mesmo tempo, a recomendação é fazer uma série só com o esquerdo e, depois, outra com o direito. Recrutar muitos músculos pode comprimir demais os vasos. Opte, sob orientação profissional, por cargas mais leves.
4. Câncer de mama
Já não resta dúvida de que suar a camisa auxilia na prevenção e no tratamento da doença. As atividades físicas previnem a degeneração dos músculos e contornam o estresse e a tristeza, sentimentos comuns em pessoas diagnosticadas com tumores nos seios. Levantar peso cerca de duas vezes por semana diminui o linfedema, um inchaço que às vezes aparece nos braços de mulheres em terapia. Ioga também traz benefícios.
5. Obesidade
Ajustar a dieta e malhar é a combinação ideal para manter o peso. O Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda um mínimo de 150 minutos de atividade física moderada por semana. Se o objetivo é perder peso, o mínimo estipulado sobe para 250 minutos. Principalmente entre sedentários, cumprir tal meta logo de cara chega a ser perigoso em algumas situações. A progressão deve ser gradual.
6. Dores cronicas
Pessoas que sofrem de fibromialgia têm até medo de fazer ginástica. Isso porque a condição provoca incomodos dos pés à cabeça, que pioram quando se mexe além dos limites. Mas práticas leves funcionam como um remédio para amenizar os sintomas. A musculação auxilia a remover toxinas dos músculos, afastando as dores.
7. Gestação
Gravidez não é doença, nunca é demais lembrar. Vale também outra máxima: toda gestante deve controlar seu peso. Por isso, gravidez e sedentarismo não combinam. As atividades físicas, desde que leves, não oferecem risco na maioria dos casos. Esportes com bola ou outros acessórios que podem atingir a barriga devem ser evitados, assim como aqueles em que existe a possibilidade de um encontrão.