O câncer de pulmão é um dos mais comuns e, quando identificado em fases iniciais, apresenta maiores possibilidades de tratamento. Uma das principais formas de encontrar alterações no paciente é por meio da tomografia de baixa dose.
Trata-se de um exame de imagem com a capacidade de produzir imagens detalhadas dos pulmões, mesmo com uma menor quantidade de radiação.
Neste artigo, você vai entender mais sobre esse exame e como ele permite a identificação de pequenos nódulos pulmonares. Para saber mais, continue a leitura!
O que é a tomografia de baixa dose?
Em suma, a tomografia de baixa dose é um exame de imagem realizado por um equipamento de tomografia computadorizada. O que o difere do procedimento tradicional é que o seu protocolo tem foco na utilização de uma dose menor de radiação.
Durante o exame, o equipamento produz diversas imagens dos pulmões, que são processadas por um computador para oferecer mais detalhes da região.
Com isso, o médico consegue avaliar as estruturas pulmonares, identificando qualquer alteração, como pequenos nódulos, por exemplo.
Vale destacar que o procedimento é rápido, não exigindo internação do paciente ou algum preparo mais completo. Além disso, quando realizado um protocolo específico para rastreamento, pode não ser necessário o uso de contraste.
Tomografia de baixa dose usa contraste?
Uma das principais dúvidas dos pacientes é com relação à necessidade de uso de contraste em uma tomografia de baixa dose.
A verdade é que, na maioria dos protocolos de rastreamento do câncer de pulmão, a tomografia de baixa dose é realizada sem contraste. Isso facilita o procedimento e permite que o exame seja feito de maneira rápida.
Um ponto importante é que essa indicação pode variar de acordo com o objetivo da investigação médica.
Neste caso, quando há uma alteração que precisa de análise mais detalhada, o médico pode solicitar outro tipo de tomografia, incluindo o uso de contraste.
Como a tomografia de baixa dose pode ajudar a detectar o câncer de pulmão?
Uma das principais vantagens da tomografia de baixa dose é a capacidade que o exame tem de encontrar pequenas alterações nos pulmões, mesmo que elas ainda não provoquem nenhum tipo de sintoma.
Afinal, o câncer de pulmão pode se manter silencioso por um tempo significativo, com os sinais aparecendo apenas quando a doença já está mais avançada.
Por isso, é imprescindível realizar exames preventivos, caso você seja uma pessoa com risco elevado para a doença. Com as imagens mais detalhadas, é possível identificar nódulos pulmonares pequenos.
Vale ressaltar que nem todo nódulo é um indicativo de câncer. Isso porque algumas alterações nos pulmões podem ser benignas. Dessa forma, quando um caroço é encontrado, o médico faz uma avaliação das suas principais características e pode solicitar novos exames para o fechamento de um diagnóstico.
Quem pode se beneficiar da tomografia de baixa dose?
A tomografia de baixa dose é indicada para pacientes com maior risco de desenvolvimento de câncer de pulmão. Isso significa que o exame não é prescrito indiscriminadamente para toda a população.
É recomendado que pessoas que fumam ou que sejam ex-fumantes façam parte do grupo a ser analisado. Além disso, a idade pode ser um indicativo de que o procedimento deve ser realizado.
As recomendações podem variar de acordo com diretrizes médicas e com o perfil de cada paciente. Por isso, a decisão deve ser individualizada e feita em conjunto com um profissional de saúde.
Além disso, pessoas com sintomas ou algumas alterações pulmonares podem precisar dos exames de imagem para uma investigação diagnóstica.
Tomografia de baixa dose é indicada para quem não fuma?
O rastreamento feito pela tomografia de baixa dose é mais indicado para quem tem um histórico com o tabagismo. Entretanto, mesmo quem nunca tenha fumado pode precisar do exame.
Isso acontece com aqueles que fazem parte do grupo com fatores de risco, como: fumo passivo, histórico de doenças pulmonares, histórico familiar de câncer, entre outros.
Para quem nunca fumou e não apresenta outros fatores de risco importantes, o exame de rastreamento de rotina geralmente não é recomendado. No entanto, isso não impede que uma tomografia seja solicitada quando existe uma indicação médica específica.
Este exame substitui outros procedimentos?
Não. A tomografia de baixa dose não substitui todos os exames utilizados na avaliação pulmonar. Cada um dos procedimentos conta com uma especificidade.
A radiografia de tórax, por exemplo, continua sendo utilizada em diversas situações clínicas. Entretanto, ela apresenta limitações para identificar alterações muito pequenas.
A verdade é que, quando o objetivo é o rastreamento de pessoas com risco para câncer de pulmão, a tomografia é a melhor opção. Ela apresenta maior capacidade de detectar pequenos nódulos do que a radiografia.
Além disso, quando uma alteração é encontrada, podem ser necessários outros exames ou procedimentos para o fechamento de um diagnóstico adequado.
Como é feito o exame?
Muita gente não sabe, mas a TC de baixa dose é um exame simples e rápido. Neste caso, o paciente se mantém deitado em uma maca que se movimenta dentro do tomógrafo. No processo são realizadas as imagens, desde que o paciente siga as orientações da equipe.
Em alguns casos, os profissionais podem solicitar que o indivíduo se mantenha imóvel e segure a respiração por alguns segundos. Fazer os procedimentos corretamente pode fazer toda a diferença para a qualidade das imagens.
O resultado deve ser interpretado considerando o histórico do paciente e, quando necessário, comparado com exames anteriores.
A tomografia de baixa dose é segura?
O exame com baixa dose foi desenvolvido para diminuir a exposição do paciente à radiação em exames de rastreamento. Mesmo assim, o procedimento utiliza raios-X durante sua realização.
Por esse motivo, o exame não deve ser realizado sem indicação. A decisão de fazer o rastreamento deve considerar a relação entre possíveis benefícios e riscos para cada pessoa.
Também é importante informar ao profissional de saúde sobre exames anteriores e condições específicas antes da realização do procedimento.
Onde fazer tomografia de baixa dose?
Se você precisa realizar uma tomografia de baixa dose, saiba que o local ideal é a BioScan. Ela oferece exames de diagnóstico por imagem para auxiliar na prevenção, identificação e acompanhamento de doenças.
Caso seu médico tenha solicitado o exame, procure a BioScan para obter mais informações sobre como funciona o procedimento e o seu preparo.
Considerações finais
A tomografia de baixa dose pode ser uma boa estratégia para o rastreamento do câncer de pulmão em pessoas com risco elevado para a doença. Entretanto, sua indicação deve ser avaliada por um médico de maneira individual.
Por isso, se você fuma ou já fumou, tem histórico familiar da doença ou conta com outros fatores de risco, converse com seu médico sobre a necessidade da realização do exame. O acompanhamento profissional pode fazer toda a diferença na prevenção de doenças.
Perguntas frequentes sobre tomografia de baixa dose
Tomografia de baixa dose detecta câncer de pulmão?
Sim. A tomografia de baixa dose pode identificar pequenos nódulos e outras alterações pulmonares. Esses achados podem estar vinculados a um câncer de pulmão.
Quem deve fazer tomografia de baixa dose?
O exame é recomendado para pessoas que façam parte do grupo com fatores de risco. Neste caso, estão: fumantes, ex-fumantes, pessoas com histórico familiar e portadoras de outras doenças pulmonares.
Qual a diferença entre tomografia de baixa dose e tomografia normal?
A principal diferença está no protocolo utilizado. A tomografia de baixa dose emprega uma quantidade menor de radiação. Já a tomografia convencional pode utilizar diferentes protocolos, de acordo com a região examinada e o objetivo da investigação.
Tomografia de baixa dose precisa de contraste?
Na maioria dos casos de rastreamento do câncer de pulmão, não. A tomografia de baixa dose costuma ser realizada sem contraste.
Tomografia de baixa dose é segura?
O exame utiliza raios X e, portanto, envolve exposição à radiação. Entretanto, seu protocolo é desenvolvido para utilizar uma dose reduzida, justamente para diminuir essa exposição durante o rastreamento. A realização deve ocorrer quando houver indicação adequada.