Para se manter protegido, é fundamental conhecer seu risco para desenvolver o problema.
A trombose venosa profunda (conhecida pela sigla TVP) é caracterizada por uma coagulação mais intensa e propícia a gerar uma massa sólida de sangue, e isso dificulta o retorno venoso ao coração. O perigo mesmo é quando os chamados trombos viajam pelo corpo e se instalam nos pulmões, causando a embolia pulmonar, quadro que pode ser fatal.
Uma campanha da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) busca divulgar o Checkup Vascular, que avalia o risco de uma pessoa vir a ter a temida trombose. Embora não existam números oficiais, estimativas dão conta de que, no Brasil, acontecem aproximadamente 400 mil casos ao ano.
"Caso o paciente seja identificado com alto risco para a doença tromboembolica, deve ser orientado a procurar um angiologista ou cirurgião vascular, que irá determinar as medidas cabíveis para a prevenção primária ou secundária do problema", explica Marcos Arêas Marques, angiologista e membro do conselho científico da SBACV.
Segundo o médico, esse checkup é especialmente indicado às pessoas que já passaram por algum evento desse tipo ou que tenham familiares com histórico da doença. "Fora isso, deve ser feito em toda a situação em que houver aumento de risco para o quadro, como ocorrência de cirurgias, gestação ou início de terapia de reposição hormonal e anticoncepção", aponta.
Por falar em contracepção, o expert confirma que a relação entre pílulas anticoncepcionais e trombose existe. Mas a probabilidade de encarar o perigo varia de acordo com as propriedades do medicamento e as características da paciente. "O maior risco é observado entre mulheres com mais de 35 anos, com elevado índice de massa corporal e tabagistas", acrescenta.
O risco para desenvolver a trombose é maior nas seguintes situações
Uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais
Obesidade
Presença de varizes nas pernas
Gravidez e pós-parto
Câncer
AVC
Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores
Doenças cronicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares cronicas
Doenças agudas, como infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia
Fraturas ósseas
Atitudes para prevenir a trombose
Manter-se no peso
Não fumar
Ter uma alimentação balanceada
Não ficar muito tempo imobilizado
Praticar atividades físicas
Após uma cirurgia, voltar rapidamente a se movimentar
Usar meias elásticas e medicamentos, quando indicado pelo cirurgião vascular ou angiologista