Meta do Ministério da Saúde era vacinar pelo menos 80% do público-alvo. Estados e municípios podem manter vacinação.
A campanha nacional de vacinação contra a influenza terminou nesta sexta-feira com 81,5% das 49,8 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo vacinadas. A meta do Ministério da Saúde era vacinar pelo menos 80%.
Até agora, 11 estados e Distrito Federal já alcançaram a meta de vacinar 80% da população prioritária: RO (88%), AP (89,7%), PI (82,6%), AL (81,3%), MG (82,7%), ES (90,4%), SP (90,9%), PR (85,8%), SC (87,4%), RS (84,8%), GO (84,1%), DF (92,3%).
"Embora o encerramento da campanha esteja programado para esta sexta, os estados que ainda não alcançaram a meta, ou ainda possuírem doses disponíveis, podem seguir vacinando a população prioritária", explicou em nota o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Antonio Nardi.
Veja alguns estados e cidades onde a campanha foi prorrogada localmente:
Ceará: em todo o estado, até o dia 27 de maio para grupos prioritários.
Espírito Santo: Cariacica, por tempo indeterminado para acamados e gestantes. Serra, por tempo indeterminado para idosos e pessoas em instituições de longa permanência.
Goiás: em todo o estado, até acabar o estoque.
Mato Grosso do Sul: todo o estado, até junho para crianças de até 2 anos, e até novembro para grávidas.
Minas Gerais: Governador Valadares, até 25 de maio.
Pará: Santarém, até 10 de junho.
Pernambuco: Recife, até acabar o estoque. Petrolina, até 3 de junho.
Rio Grande do Norte: Natal, até 3 de junho.
Rio Grande do Sul: Porto Alegre, até 27 de maio. Caxias do Sul, até 25 de maio.
São Paulo: em todo o estado, até dia 31 de maio.
A vacina disponibilizada pelo SUS protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano: A/H1N1, A/H3N2 e Influenza B.
A vacina é destinada a alguns grupos prioritários: pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças cronicas e outras doenças que comprometam a imunidade.
Neste ano, foram registrados 2.808 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Deste total, 2.375 são de influenza A (H1N1), sendo 470 óbitos. A Região Sudeste concentra o maior número de casos (1.381) influenza A H1N1, sendo 1.209 no estado de São Paulo.